quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Liga dos Campeões: James Rodriguez escreveu o destino do FC Porto

O FC Porto regressou à Liga dos Campeões com uma vitória por 2-1 contra o Shakhtar Donetsk. Os golos foram marcados pelo inevitável Hulk e Kléber.
O jogo começou logo com uma bola na trave de Hulk, quando o seu remate ressaltou em Defour. Pouco depois, James Rodriguez sofre penalti mas Hulk afinal é humano e falhou. A noite já estava a prometer nervos e as saídas rápidas dos brasileiros Luiz Adriano, Eduardo e, principalmente, Willian preocupavam. Ao minuto 12 dejavu dos portistas: erro de Helton na Champions. Willian faz diagonal da esquerda para o centro, ultrapassa Fucile e remata fraco, Helton não conseguiu segurar e Luiz Adriano, rapidíssimo, encosta para o 1-0. Gostava de referir que estava especialmente atento ao desempenho de Steven Defour, jogador que pouco conheço, e apreciei bastante até ao golo do Shakhtar. Procurou bastante espaços vazios, gostei bastante como se mostrou sempre, bom toque de bola, jogar simples. Mas a partir do golo dos ucranianos acho que foi desaparecendo, cumprindo é certo, mas muito fora do jogo. Aos 28 minutos, apareceu um homem digno de constar num exército qualquer, por gozar duma perícia imensa a manejar uma arma potente. Hulk empatou o jogo com um míssil inexplicável. O golo foi de livre directo. Com o empate, o FC Porto melhorou e logo a seguir Hulk disparou outra vez para defesa complicada de Rybka (surpresa para mim ver Pyatov no banco). Alguns minutos depois, há um lance duvidoso na área ucraniana, parece-me que Hulk poderá ter sofrido penalti.
Relativamente ao desempenho do Shakhtar, tenho de concordar com Luís Freitas Lobo, parece uma equipa com dois ADNs, a defesa parecia pouco agressiva e que jogava muito posicional, jogavam muito à zona e tinham muitas dificuldades em acompanhar um 2-1; na transição ofensiva é uma equipa muito perigosa, os brasileiros Eduardo, Willian, Jadson e Luiz Adriano são jogadores capazes de abrir qualquer defesa. Destaque para Willian, eu já apreciava bastante o seu futebol no Corinthians quando tinha apenas 18 anos, mas era pura técnica, agora é um jogador diferente, possante, explosivo. Antes do intervalo, o defesa central ucraniano Rakitskiy viu o vermelho directo depois de uma entrada muito dura sobre João Moutinho. O treinador Mircea Lucescu retirou Eduardo e fez entrar o central Kucher. A expulsão levou os mais atentos a lembrar a importância que o mesmo factor teve nos jogos do Sporting CP (remontada em Paços) e da Académica (4-0 contra o Nacional). A tarefa estaria mais facilitada esperava-se.
O FC Porto normalmente controlou o jogo e com superioridade numérica ficou mais claro esse controlo.
Aos 51 minutos, o génio decidiu resolver... o sucessor de Deco: James Rodriguez. O colombiano de 20 anos estava a fazer uma bela partida, sempre a dar opção de passe, sempre no espaço vazio, sempre inconformado, super técnica e mentalidade incrível. Mas nesse minuto decidiu abriu o livro, e ele que parece escrever como Pablo Neruda ... deu linha de passe na esquerda para uma transição rápida, foi rápido à linha, deixou o defesa no chão e ofereceu a Kléber um dos golos mais fáceis da sua carreira. Estava feito o 2-1. Aos 61 minutos, Vítor Pereira quis emprestar mais qualidade técnica ao meio-campo e fez entrar Belluschi por Fernando. Não que Fernando seja limitado, muito longe disso, mas o à-vontade com a bola é outro. Foi uma mensagem com conteúdo claro: dominar o jogo. Mas surpreendentemente, considero que a equipa nem sempre tomou as opções certas, perderam-se muitas bolas e permitiram-se ainda algumas saídas perigosas por parte de Willian e Luiz Adriano.
O FC Porto a espaços fez jogadas interessantes, com paciência a trocar a bola e a mudar o flanco, é a melhor forma de abrir uma defesa com inferioridade numérica. Ainda assim, acho que o FC Porto não dominou, controlou sempre, mas não dominou como eu esperava. Só depois da expulsão de Chygrynskiy (80´) se sentiu um baixar de braços dos ucranianos e o FC Porto a congelar a bola com mais eficácia.
Na minha opinião, os jogadores com pior prestação foram Maicon, perdeu muitas bolas para Luiz Adriano, e Defour, desapareceu muito cedo do jogo, como disse cumpriu, mas esperava mais. Kléber resolveu mas considero que ainda está com problemas de entrosamento com a equipa. Gostava de registar com agrado a forma como festejou efusivamente o seu golo com Vítor Pereira. Os melhores foram Hulk e James Rodriguez. O brasileiro é incrível é certo, e julgo haver poucos jogadores como ele na Europa, fico de boca aberta quando vejo que não é convocado para a Copa América e só se fala em Neymar ... eu acho que ele produz o dobro de Neymar, e estou a ser amigo do jovem craque. Hulk tem algo contra si e isso parece ter peso para ser presença assídua na Selecção do Brasil: ausência de um passado no Brasil. James é diferente. James é mágico. James tem um toque de bola incrível, tem classe, tem qualidade de passe, assume o drible, bate livres (um livre à barra nos minutos finais...), apesar das suas capacidades nunca perde a noção de colectivo. James quando joga está ao nível de Pablo Neruda quando escreveu o poema "Me gustas cuando callas" ... simples, intenso, inesquecível.
Para quem gosta de Futebol, aconselho a ver este FC Porto, a equipa vai crescer ainda mais tacticamente e tecnicamente, mas principalmente, para acompanhar James Rodriguez.

sábado, 10 de setembro de 2011

Domingos: como beliscar a liderança

Domingos perdeu a paciência e mostrou em que estado está o Sporting CP.
"Perguntem ao Djaló e Postiga se estavam a 100% no Sporting". Este desafio lançado pelo treinador leonino é muito grave e expõe e muito o Sporting e a sua liderança.

Estamos a falar de dois jogadores que foram titulares na esmagadora maioria dos jogos oficiais. Não estavam a 100% no Sporting, então eram titulares porquê? Só vejo duas razões: estratégia para vender os jogadores até ao fecho do mercado (final de Agosto) ou porque não há melhor. Seja qual for a resposta, é grave. É grave para um treinador estreante num clube grande que tem 15 jogadores novos no plantel. Se a estratégia era vender, os resultados desportivos foram colocados em segundo plano. Se alegar não ter melhor, mesmo quando os jogadores titulares não estão a 100%, é como colocar uma mina num balneário. Considero perigosa essa forma de liderar, os suplentes normalmente não estão conformados, sentindo injustiça então, podem começar os distúrbios no balneário. Postiga quando saiu disse que não pensou duas vezes porque o ambiente não era o melhor. Acredito, uma equipa que não vence jogos, que tem jogadores a jogar com a cabeça noutro lado, que são displicentes, não pode ter bom ambiente.

Lembro o que falei no último artigo: o Sporting CP tem João Pereira, Evaldo e Rodriguez, três jogadores que pertenciam à forte defesa do SC Braga no ano em que lutaram até ao fim pelo título com o SL Benfica. O problema não está nas qualidades individuais, mas o que o grupo provoca nos jogadores. Quando há ambiente de conformismo, negligência, displicência, e se calhar como no caso que mencionei acima, injustiças, é normal uma equipa conseguir roubar capacidades individuais e mentalidade competitiva aos jogadores.

Acredito que Domingos vai montar uma equipa competitiva, quem sabe até com bom futebol tendo em conta os jogadores que tem à disposição, mas na minha opinião, Domingos mostrou como se belisca uma liderança.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sporting CP: que caminho?

A grande missão do Sporting CP este ano era fazer esquecer as duas épocas anteriores. A nova direcção teve o mérito de aproximar os adeptos da equipa, teve o mérito de conseguir contratações interessantes e, não lhe consigo chamar mérito, decidiu dar o murro na mesa e voltar a limpar as armas e apontar à arbitragem. É certo que neste início de época tem razões de queixa, mas os problemas do clube de Alvalade estão a anos-luz do homem do apito.

Nunca é demais lembrar que os últimos dois anos foram um desastre: em 2009/2010 terminou a 28 pontos do campeão SL Benfica; em 2010/2011 acabou a 36 pontos do actual campeão nacional FC Porto. Curioso nos dois anos terem atingido exactamente os mesmos pontos (48).

A grande contratação da época foi Domingos Paciência, já dizia João Pereira. Era o trunfo mascarado da campanha eleitoral, nunca foi apresentado como tal mas sempre se falou nos bastidores. No entanto, por muito competente que seja Domingos Paciência, não é o Michael Scofield. Não tem tatuado no seu corpo a fórmula mágica para fazer do Sporting CP um clube vencedor. Domingos Paciência tinha e tem um plano. O treinador de Leça da Palmeira passou com sucesso em equipas pequenas - Leiria e Académica - e o seu Braga era cínico e perito no contra-ataque, mas há uma pergunta obrigatória: saberá como colocar o Sporting a jogar à equipa grande?

A nova direcção do Sporting CP apostou forte na reconstrução do plantel: quase 30 milhões gastos em 16 (!) jogadores. Estava ameaçada a tal política que tanto elogiei no primeiro artigo sobre formação, o "Barcelona de Portugal" começa a virar as costas à cantera.
Para a defesa foram contratados Rodriguez (Braga), Onyewu (AC Milan), Santiago Arias (Equidad), Turan (Grenoble), emprestado ao Beira-Mar, e Insua (Liverpool). A defesa era um dos grandes problemas do clube nos últimos anos e apesar destas contratações todas, concluo que o clube não chegou ao patamar de qualidade que pretendia. A defesa é frágil mas não é só pela qualidade individual, entendo que tem a ver com o clube. Lembram-se da defesa do Braga quando lutou pelo título com o Benfica há dois anos? João Pereira, Rodriguez, Moises, Evaldo. Três estão no actual Sporting. Carriço está longe do jogador que quiseram fazer dele. Onyewu ainda é uma incógnita. Anderson Polga que teve com um pé fora de Alvalade, foi titular frente ao Marítimo. Falta um comandante, um líder da defesa. Não sei que problemas houve com Marco Caneira mas não teria lugar nesta defesa? E Miguel Teixeira, das escolas do clube e que joga actualmente no Zurique, será menos jogador que Carriço? Veremos na Liga Europa. E Mário Rui, vice campeão mundial sub20 que passou pelas escolas do Sporting e Benfica, será menos jogador que Turan? O capitão da selecção Nuno Reis também é jogador do Sporting, emprestado ao Cercle Brugge, não será jogador para este plantel? Entendo a política de empréstimos que, normalmente, é benéfica para os jogadores, mas gastar dinheiro em jogadores estrangeiros que não são melhores é uma política "que a mim não me assiste".

No meio-campo é onde está o ouro do Sporting. Foram contratados Schaars (AZ), Rinaudo (Gimnasia), Luis Aguiar (Dinamo Moscovo), e Elias (Atletico Madrid). Elias foi o último reforço e o jogador mais caro da história dos Leões (8.9 milhões). Depois há ainda André Santos, ja na Selecção A, André Martins, jogou ontem de início na vitória dos sub21, e os craques Izmailov e Matías. O russo é provavelmente o jogador mais evoluído tecnicamente do plantel mas o joelho continua a dar dores de cabeça. Matías é a eterna esperança, óptimo toque de bola mas não consegue assumir-se na equipa. Em conversa com amigos no início de época, afirmei que suspeitava que o Luís Aguiar ia roubar o lugar ao Matías. Bom, um está lesionado e outro nem lugar tem para ser roubado. Finalmente, Schaars é jogador de selecção mas parece-me um jogador normal, faz o simples. Rinaudo foi quem mais me surpreendeu. Rápido na conquista da bola, um autêntico Petit rápido e com pilhas, no processo ofensivo tenta procurar os construtores de jogo, que muitas vezes estão longe criando um buraco no meio-campo.

O ataque, depois das saídas de Postiga (Saragoça) e Djaló (Nice), está entregue aos reforços. Bojinov (Parma), Wolfswinkel (Ultrecht), Capel (Sevilha), Jeffren (Barcelona), Carrillo (Alianza Lima) e Rubio (Colo-Colo). Fico reticente quando vejo contratações em grande número. Fico mais quando vejo sair o melhor avançado da equipa. Djaló era um caso perdido e escolheu bem, uma das cidades mais belas. Diz-se que Bojinov ligou a Luís Figo para pedir o nº7 do Sporting. Em jeito de provocação, duvido, começo a achar que deve ser política do clube colocar o nº7, o tal azarado, ao jogador mais propenso a lesões. O holandês é um grande ponto de interrogação. Parece o Fernando Torres, o de agora, sem garra, sem golos. Capel é dos melhores reforços, não me parece tão rápido como antes, mas sabe cruzar como ninguém. Jeffren, à imagem de Capel, tem muito para dar ao Sporting. Jovens e ambiciosos, com uma das melhores escolas do mundo: a espanhola. Carrillo só vi jogar uma vez e fez mossa nos rins do defesa esquerdo, rápido e drible fácil. Não conheço o estilo de Diego Rubio ainda mas registei que marcou em vários jogos de pré época e é um jogador que deixa os adeptos leoninos com água na boca. Seria Saleiro assim tão dispensável?
Um jogador que merece a atenção de Domingos é Edgar, avançado do Vitória de Guimarães. Julgo que poderia ser uma das soluções para o ataque.

Que equipa consegue vencer após contratação de 16 jogadores?
Que treinador consegue montar uma equipa unida e coesa em 3 jornadas?

Continuo a dizer que qualquer um dos reforços, isoladamente, no FC Porto ou SL Benfica estaria a render muito mais. Sim, é uma coisa básica o que estou a escrever. Mais básico é pensar que os jogadores não têm valor e que Domingos não montará uma equipa competitiva. É certo que provavelmente não será a tempo de lutar pelo título mas "Roma não foi construída num dia". Em inglês soa melhor.
Veremos como se comporta a equipa nas próximas duas jornadas. Paços de Ferreira e Rio Ave fora.

domingo, 28 de agosto de 2011

Vítor Pereira: Conceito de Estratégia

Sim, o título é inspirado no Capitão Nascimento do BOPE mas prometo que não vou falar em grego, latim, alemão e espanhol ... só em português.
O Barça venceu sexta-feira o FC Porto por 2-0 no jogo que decide o mais forte entre o campeão europeu e o vencedor da Liga Europa.
Primeiro, uma palavra para a UEFA: como é possível a supertaça europeia ser jogada naquele relvado? Barcelona e FC Porto mereciam um relvado perfeito.
Os Blaugrana eram favoritos e conquistaram o 74º título da sua História, tornando-se no clube espanhol com mais troféus, mas tenho de referir a forma como Vítor Pereira abordou o jogo.

O ex-treinador adjunto de Villas Boas manteve a táctica que joga sempre - 4.3.3 - com Souza, Moutinho e Guarín, na frente Rodriguez, Hulk e Kleber. A primeira mensagem para os jogadores foi esta: "somos Porto e não mudamos contra ninguém". Esse tipo de mentalidade e atitude é uma injecção de moral para os jogadores. Na defesa faltou Álvaro Pereira, de saída do clube diz-se. Jogou Fucile no seu lugar, e Sapunaru no lado direito, a dupla de centrais foi Rolando e o argentino Otamendi. Podemos sempre falar do relvado mas prefiro dar esmagadora maioria de percentagem de mérito ao FC Porto quando obrigou o Barça jogar mal muitas vezes e até mandar a bola para fora.
Vítor Pereira deu uma lição à Europa ao defender o futebol do Barcelona no meio campo adversário, sem recorrer a autocarros ou jogar no buraco. Pressão constante e de qualidade está só ao nível de grandes jogadores, com cultura táctica e com grande capacidade física. Sim, na segunda-parte o FC Porto quebrou um pouco fisicamente mas a forma como sofreu o golo - Guarín isolou Messi - contribuiu para o desanimo. É certo que não foi o FC Porto tradicional, isto é, ofensivo, com futebol mais fluído, mas o rigor táctico e competência defensiva para parar jogadores como Xavi, Iniesta e Messi levam a uma velha máxima no futebol: "tapa-se de um lado, destapa-se de outro". Para não falar da exemplar competência defensiva do Barcelona, ainda que só em 30% do tempo dos jogos normalmente. Relativamente ao Barcelona referir que jogou sem a dupla de centrais titular (Puyol e Piqué) e a decisão de Guardiola em colocar Keyta em detrimento de Busquets. Julgo que esta opção teve como origem o estado do relvado, isto porque o espanhol é um jogador com um futebol de risco por vezes, tem muita confiança, e defensivamente não é um jogador de choque. Guardiola previu uma batalha complicada no meio-campo. A defesa trabalhou muito bem, tanto nos duelos individuais como na defesa em linha apanhando Villa muitas vezes em fora-de-jogo. Moutinho por exemplo esteve muito apagado na primeira-parte, na segunda-parte cresceu. Guarín teve um jogo infeliz, desde o passe para Messi até à expulsão dispensável. Souza não tremeu, eu não esperava tanto à vontade num jogo daqueles por parte do jovem trinco brasileiro. Rodriguez foi a surpresa e aposta ganha. Muito atento no trabalho defensivo, nomeadamente às subidas de Daniel Alves. No ataque não produziu muito, vitima do que sofreu o ataque dos Dragões, muito trabalho defensivo retira explosão e capacidade para boas decisões. Hulk foi o grande prejudicado desse facto. Correu muito para ajudar no processo defensivo, na primeira-parte ainda desequilibrou num ou noutro lance mas na segunda-parte desapareceu. Kleber foi o jogador esforçado do costume, pressionou muito, ainda mostrou alguns pormenores técnicos mas em algumas ocasiões demorou a soltar a bola, umas vezes por falta de apoio, várias porque simplesmente não soltou.

O Conceito de Estratégia de Vítor Pereira foi brilhante e corajoso a meu ver. Manter ADN do FC Porto, valorizar os seus jogadores, passar a mensagem que não muda nada nem contra a melhor equipa do mundo. É verdade que perdeu o jogo, mas julgo que a equipa saiu ainda mais forte, unida e competente. Os adeptos estão orgulhosos pela sua equipa, registei a forma como um rapaz apoiou Guarín já no aeroporto Francisco Sá Carneiro. Desgostosos porque viram perder um grande FC Porto que merecia mais, desgostosos porque viram o Barcelona marcar um golo através de um erro individual impensável a este nível, desgostosos porque viram um penalty claro não ser marcado já perto do final do jogo. Mais tarde, depois de um passe magistral de Messi, Cesc Fabregas fez o 2-0 com a classe do costume.
Apesar de todos os elogios a Vítor Pereira, tenho uma critica: com o desenrolar da segunda-parte e com o visível cansaço a apoderar-se das pernas dos jogadores, pareceu-me que o treinador estava satisfeito com o 1-0. A entrada de Varela é natural. A substituição de Souza por Fernando com o fim de melhorar e refrescar o meio campo parece-me também normal. No entanto, foi quando trocou Kleber por Belluschi que eu senti que estava satisfeito com o resultado. Acho que foi traído pelo medo ao ver o cansaço da equipa. Ver Guarín como jogador mais avançado não faz qualquer sentido, nem que chutasse três vezes melhor que o Sanchez. Pensei que VP iria fazer entrar Djalma para manter o trabalho defensivo e de pressão, e de quem sabe desequilibrar, e lançar Hulk para o centro do ataque. Julguei que Hulk seria o striker de serviço por algumas razões: estava muito fatigado e menos competente a defender, não recebia bolas já de frente para o lateral esquerdo e aí não desequilibra com a facilidade do costume, e, finalmente, ao estar na linha limite da defesa, poderia virar e ganhar as costas da defesa com mais facilidade.
Em Portugal, acredito que os rivais directos olharam com preocupação para a exibição do FC Porto.
Resta-me fazer uma queixa a Pep Guardiola: o Futebol quer Fabregas 90 minutos se faz favor.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Portugal vs Europa (sorteio, adversários, ameaças)

As equipas portuguesas já sabem os adversários na Liga dos Campeões e Liga Europa. Neste artigo vou tentar fazer uma espécie de antevisão e dar a conhecer os adversários das nossas equipas.

Liga dos Campeões

Grupo C

Manchester United
SL Benfica
Basileia
FC Otelul

O sorteio foi simpático para os Encarnados, é a primeira conclusão a que chego. A segunda conclusão é que Jorge Jesus está obrigado a atingir os oitavos de final.
Do Manchester United pouco há a dizer a não ser referir as entradas do guarda redes de Gea (ex-Atletico de Madrid), do central de 19 anos Phil Jones (ex-Blackburn) e do extremo Ashley Young (ex-Aston Villa). Sir Alex Ferguson já nos habituou a grandes resultados e o primeiro lugar do Grupo C está reservado para o colosso inglês. Não posso deixar de referir que fico perplexo com a falta de contratações sonantes, mas fico ainda mais com o facto do clube continuar a ganhar. O ano passado campeão inglês e derrotado na final Champions, este ano a perder 2-0 na supertaça com o rival de Manchester, conseguiu a remontada.
As outras duas equipas que calharam em sorte ao Benfica permitem ao clube da Luz imaginar-se já nos oitavos. Não sou grande conhecedor do campeão da Suiça mas julgo que o treinador alemão Thorsten Fink tem à sua disposição uma dupla de avançados interessante e muito experiente: Marco Streller e Alexander Frei. O FC Otelul ganhou pela primeira vez o campeonato do seu país e venceu a supertaça da Roménia na presente época.

Grupo G

FC Porto
Shakhtar Donetsk
Apoel
Zenit

Tenho a firme convicção que o FC Porto vai chegar aos oitavos de final. O vencedor da última edição da Liga Europa tem essa obrigação. É já um nome muito respeitado na Liga dos Campeões e um dos clubes com mais presenças na conceituada prova europeia. Troféus e prestigio fazem parte do ADN do clube mas as palavras de Pep Guardiola antes da supertaça europeia no Mónaco são, definitivamente, um carimbo de qualidade e respeito para com o campeão nacional português. Acho que é sempre importante não esquecer os feitos do clube que joga no Dragão: nos últimos oito anos venceu duas Taças Uefa (a segunda já Liga Europa) e uma Liga dos Campeões. Ganhou mais provas a nível europeu do que os principais rivais a nível interno, pensando em campeonato nacionais. São poucos os clubes que se podem orgulhar de uma primeira década do século XXI tão boa. Relativamente à edição deste ano da Champions, não será tão fácil quanto ando a ouvir por ai, entendo que as (longas) deslocações à Ucrânia e Rússia poderão ser complicadas.
A presença do campeão ucraniano na Champions é já vista como natural e muito levada a sério. O conceituado técnico Mircea Lucescu tem à sua disposição um leque de jogadores brasileiros com muito talento e prontinhos para dar dores de cabeça à equipa de Vitor Pereira. Na baliza tem Pyatov, um gigante já habituado a estas andanças. Na defesa destaco dois jogadores: Srna e Chygrynskiy (ex-Barcelona). O meio campo tem jogadores como Jadson (selecção Brasileira), Fernandinho, Willian (23 anos) e Douglas Costa (20 anos), um desequilibrador nato, outrora referenciado pelo Manchester United. Tem outros dois jogadores brasileiros que não conheço mas que estão com regularidade nas selecções jovens do Brasil: Alex Teixeira (21 anos) e Alan Patrick (20 anos). No ataque tem o belíssimo jogador croata (origem brasileira) Eduardo da Silva (ex-Arsenal), Luiz Adriano (24 anos), Marcelo Moreno e o reforço brasileiro Dentinho (22 anos). A juventude e a irreverência desta equipa poderão colocar grandes problemas ao clube da Invicta. Esta equipa tenta uma espécie de tiki-taka mas a meu ver mais desconcertante, ou seja, não é perfeito como o original mas permite que seja algo mais imprevisível. O Shakhtar venceu o campeonato com 23 vitórias em 30 jogos (+7 pontos que o Dinamo Kiev).
O Apoel é o campeão cipriota e tem vários jogadores que já passaram por Portugal. O central Paulo Jorge, ex-SC Braga, um jogador que até me chamava a atenção por cá, pela sua sobriedade e segurança. No meio campo há Hélio Roque, formado no SL Benfica e Nuno Morais, aquele que José Mourinho foi buscar para o Chelsea. No ataque está o esquerdino Manduca, que chegou a prometer no SL Benfica mas desiludiu. Uma boa notícia para o FC Porto é a saída do avançado Milan Mrdakovic, o jogador sérvio foi o melhor marcador do campeonato com 21 golos. Não conhecendo os restantes jogadores parece-me uma equipa muito acessível para este FC Porto.
Finalmente, o Zenit e o reencontro com Bruno Alves. Campeão russo com 20 vitórias em 30 jogos, o vencedor da Taça Uefa em 2007/2008 tem jogadores como Bruno Alves, o ex-capitão dos Dragões, Domenico Criscito (ex-Génova), Danny, Rosina, Szabolcs Huszti (internacional húngaro, esquerdino, parece rápido e com técnica) e no ataque Lazovic e Kerzhakov. O treinador é o italiano Luciano Spalletti (ex-AS Roma). Mais uma vez prevejo que é uma equipa acessível mas a deslocação à Rússia poderá ser complicada.

Liga Europa

Grupo D

Lazio
Sporting CP
Zurique
Vaslui

Não me parece um grupo simpático para o tímido Sporting deste inicio de época mas julgo que a equipa leonina vai crescer e melhorar bastante e que reúne as condições para a passagem à fase seguinte. Analisando este início de época dos Leões rapidamente concluo que vão ter problemas em jogos com a Lazio e com o Zurique, admito que não conheço o Vaslui.
Começando pela Lazio, na defesa há alguns nomes conhecidos como Konko (ex-Sevilha), Radu, Garrido, Zauri, Stankevicius. No meio campo há o internacional italiano Mauri, os brasileiros Matuzalém e Hernanes, Ledesma, Brocchi e o ex-Palermo Mark Bresciano. Se a Lazio for a tradicional equipa italiana que defende bem e fechada, julgo que será 1º classificado destacado deste grupo porque o ataque tem muita qualidade: Djibril Cissé, Miroslav Klose, Mauro Zaraté e Rocchi.
O Zurique é uma equipa a ter em atenção porque ficou em 2º lugar do campeonato suíço a apenas um ponto (!) do campeão Basileia. Curioso que as duas melhores equipas da suíça encontram equipas lusas nas competições europeias, é sinónimo de muitos emigrantes a apoiar os dois clubes lisboetas. É oportuno referir que na pré-eliminatória da Liga Europa, o SC Braga jogou também contra Young Boys, 3º classificado do campeonato suíço. Observei o Zurique contra o Bayern Munique na pré-eliminatória da Champions e confesso que não tomei muita atenção mas pareceu-me ser capaz a espaços de lançar contra ataque perigosos para o avançado tunisino Chermiti. De salientar a presença de um jogador português no onze do Zurique, Jorge Teixeira, central formado no Sporting CP, pareceu-me interessante a sair a jogar com tranquilidade e a defender (1.88m).
O Vaslui terminou o campeonato romeno em 3º lugar a cinco pontos do campeão FC Otelul. Tem jogadores como o lateral esquerdo formado no FC Porto Hugo Luz, Wesley, o esquerdino que passou pelo Paços de Ferreira e Leixões. Na frente, está a eterna promessa já trintão Adaílton (ex-Génova, Verona ...).

Grupo H

SC Braga
Birmingham
Club Brugge
NK Maribor

O SC Braga foi o finalista vencido da edição do ano passado da Liga Europa, por isso tem a legítima ambição e quase obrigação, pelo passado recente, de atingir a próxima fase da prova. Acabo de me lembrar das palavras de Leonardo Jardim aquando da vitória com Marítimo: "para eles perder 2-0 com um candidato ao título não é mau". Bom, afinal considero uma obrigação passar este grupo. Haja ambição.
O Birmingham é uma equipa do segundo escalão de Inglaterra mas nem por isso deverá ser levado pouco a sério. Está na Liga Europa porque venceu a Taça da Liga ao poderoso Arsenal por 2-1 em Wembley com golos do gigante Zigic e Obafemi Martins. Na defesa tem jogadores experientes como Carr, Caldwell e Ridgewell. Do meio campo para a frente destaco Nikola Zigic, o gigante de 202cm, ponta de lança que já jogou no Valencia.
O Club Brugge ficou em 4º lugar no campeonato belga a oito pontos do campeão Genk. Uma boa notícia para Leonardo Jardim é que perdeu o melhor marcador da prova, o médio Ivan Perisic marcou 22 golos, transferiu-se este verão para o Borussia Dortmund. Não conheço um único jogador da equipa à disposição do técnico holandês Adrie Koster.
Finalmente, o NK Maribor, equipa que desconheço por completo mas que venceu o campeonato esloveno com 21 vitórias em 36 jogos. Arriscando um palpite para a grande ameaça da equipa, diria Marcos Tavares, o brasileiro foi o melhor marcador do campeonato com 16 golos.

Resta-me desejar boa sorte para as equipas portuguesas, levem o nome de Portugal bem alto.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

4.3.3 forever?

SL Benfica venceu ontem o Twente por 3-1 e está qualificado para a fase de grupos da Liga dos Campeões. A equipa de Jorge Jesus fez a melhor exibição da época. Golos de Luisão e dois de ... Axel Witsel, aquele que no último artigo disse que seria o jogador ideal para fazer a ligação com Javi Garcia e Aimar e que levaria o Benfica para outro patamar.

Pergunto-me se Jorge Jesus vai começar a levar a sério o campeonato português, isto porque nos jogos com Gil Vicente e Feirense jogou com a sua táctica preferida, o tal losango desequilibrado, e nos jogos da Champions, que era o grande objectivo do início de época, jogou em 4.3.3 e com sucesso. A sua sede pela nota artística e a cegueira para jogar para a frente com 4 avançados (+ Aimar) roubou dois pontos ao clube da Luz, quem viu o jogo de ontem viu várias coisas: equipa mais equilibrada, meio campo sólido, transições defensivas mais eficazes, vimos um Javi Garcia muito melhor porque não jogou contra o mundo e já tinha Witsel por perto, vimos um Aimar melhor porque não tem de andar a correr feito louco para tentar chegar perto de Javi no momento que a equipa perde a bola porque Witsel já estava perto de Javi, vimos que a equipa assim consegue trocar a bola, vimos que assim é possível controlar e dominar um jogo ... que é preciso mais Jorge Jesus?

Que dizer de Pablo Aimar? Continuo a dizer, faça ou não os 90 minutos, que é um jogador de classe mundial, toca na bola como ninguém, diverte-se a jogar à bola, faz jogar, está muito agressivo a pressionar, e é simplesmente um génio.

Artur foi novamente um gigante. Sempre concentrado, competente, seguro.

Analisando agora por sectores, a defesa está cada vez melhor, a dupla de centrais parece estar cada vez mais sólida e cúmplice, Maxi a voltar ao normal, Emerson fez uma exibição muito interessante, defendeu bem, é competente, parece que é daqueles jogadores que se diz "não compromete", mas ontem demonstrou que esse título redutor não se encaixa, apareceu várias vezes no ataque, rápido, confiante com a bola no pé, com vontade de participar naquela que foi a melhor exibição dos Encarnados. É importante referir que o clube da Luz continua a sofrer golos e isso é, definitivamente, uma dor de cabeça para Jorge Jesus. O meio campo como já referi fica a ganhar com a entrada de Witsel, mas principalmente fica a ganhar quando jogam três jogadores. Javi Garcia ganha dimensão, toca mais vezes na bola e a presença de Witsel permitiu que o espanhol subisse duas ou três vezes para tentar o remate à baliza do Twente. A defender já se sabe, Javi Garcia é muito competente e consegue ocupar uma vasta área do terreno. Witsel empresta músculo e classe ao meio campo, Aimar é o génio, basta dizer assim. Os elos mais fracos foram Nolito, que interrompeu a sua série de cinco jogos a marcar, e Gaitán. Nolito parece ser um jogador ansioso e que quer fazer tudo e rápido demais, fisicamente parece-me algo frágil também, não só no choque, mas parece-me também não ter andamento. Nico Gaitán é para mim jogador para chegar ao Manchester United, digo isto desde que vi como toca na bola com o pé esquerdo, mas parece que anda desmotivado ou vaidoso, acho que lhe faria bem fazer uma viagem ao banquillo. Resta-me falar do avançado, Oscar Cardozo. Jorge Jesus, clube e o jogador têm protagonizado uma espécie de campanha de charme para promover a paz entre adeptos e o jogador. Admito que também não aprecio o avançado mas sim, faz golos. Ontem fez uma exibição positiva, esforçada, isolou Witsel para o terceiro golo. Merecia marcar um golo.

O sorteio dos grupos da Champions é hoje às 16.45h no Monaco. Aqui estão os clubes e os respectivos potes:

POTE 1

Manchester United
Barcelona
Chelsea
Arsenal
Bayern Munique
Real Madrid
FC PORTO
Inter

POTE 2

AC Milan
Lyon
Shakhtar
Valencia
SL BENFICA
Villarreal
CSKA
Marselha


POTE 3


Zenit
Ajax
Bayer Leverkusen
Olympiakos
Manchester City
Lille
Basileia
BATE

POTE 4

Borussia Dortmund
Nápoles
Dinamo Zagreb
Apoel
Trabzonspor
Genk
Otelul Galati
Plzen



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

LIGA ZON SAGRES - ARRANQUE

É desta, vou dinamizar este blog de vez ...

Mais um ano, mais um campeonato, expectativas e sonhos renovados.

O FC Porto procura renovar o título, este ano liderado por Vitor Pereira, o treinador adjunto de André Villas Boas no ano passado. O SL Benfica teve mais um verão atribulado com a chegada de muitos jogadores e espera lutar pelo campeonato até ao fim. Finalmente, o Sporting CP de Domingos Paciência tem o grande objectivo de fazer esquecer as últimas duas épocas pouco dignas de um grande clube.

Duas jornadas cumpridas e temos já deslizes do SL Benfica e Sporting CP. Uma palavra para a Académica de Pedro Emanuel que está a começar a temporada da melhor forma, com duas vitórias frente a uma (ainda) frágil União de Leiria e Rio Ave, a sempre competitiva equipa de Carlos Brito.

O FC Porto venceu os dois primeiros jogos contra Guimarães fora e Gil Vicente em casa. Como tive ausente não posso comentar estes jogos mas de registar o arranque forte do inevitável Hulk: 2 jogos, 3 golos.
O clube de Vítor Pereira começa o ano como mais forte candidato ao titulo. Do plantel saíram Falcao e Rúben Micael e entraram os jogadores Bracalli, Mangala, Alex Sandro, Defour, Kelvin, Kleber, Djalma e Iturbe. Danilo chegará em Janeiro.
Jogadores muito jovens mas tendo como lição James Rodriguez, é esperar para ver. Uma dúvida é saber se a saída de Radamel Falcao irá trazer outro avançado ou se chegam Walter e Kleber.
AVB acaba de contratar Mata ao Valência mas tenho alguma expectativa para saber se até fim de Agosto vai ou não perder a cabeça por João Moutinho, visto que o seu Chelsea parece-me muito frágil e pouco dinâmico. Fernando, Guarín e Álvaro Pereira podem também estar a ser alvo de cobiça por parte de grandes clubes europeus.

O SL Benfica parece estar refém de um treinador agarrado ao passado. Mais um ano, mais uma revolução mas nem por isso a táctica é alterada. JJ parece ainda não ter digerido a perda de Ramires para o Chelsea, pois continua a jogar com o seu famoso losango desequilibrado. Antes, tinha em Ramires um soldado incrível para dar apoio ao ataque a uma velocidade furiosa mas mais importante, tinha em Ramires um ajudante de Javi na tarefa defensiva. Era o melhor e mais eficaz jogador na transição defensiva. Desde o ano passado com Salvio, JJ joga num falso losango (sempre foi) mas com dois extremos, o que leva ao desequilíbrio da equipa no momento que perde a bola. O ano passado com Gaitan e Salvio, este ano com Nolito e Gaitan. Witsel parece ser o jogador chave para ligar Javi e Aimar, manter a equipa sólida e com possibilidades de controlar o jogo.
O SL Benfica empatou em Barcelos com o Gil Vicente por 2-2, e na última jornada venceu com dificuldades o Feirense por 3-1.

O Sporting CP teve o pior arranque dos três grandes: 2 empates. O primeiro empate foi em casa contra o Olhanense, neste jogo Hélder Postiga teve um golo mal anulado mas de registar também a agressão de Jeffren a um jogador do clube de Olhão. Na segunda jornada, os Leões deslocaram-se a Aveiro para defrontar o Beira-Mar, equipa treinada por Rui Bento. Domingos Paciência desenhou uma equipa ofensiva com Schaars, Matias, Djalo, Capel e Wolfswinkel, mas aos 36 minutos mexeu no seu onze: saíram Djalo e Matias, entraram Postiga e Izmailov. Domingos enviou uma mensagem à equipa de que não estava satisfeito e era hora de acordar. Na 2ª parte o Sporting CP teve oportunidades para marcar por Postiga, Wolfswinkel e Capel, esta escandalosa, mas sem sucesso.
Nota positiva para Capel, boa estreia a titular com vários cruzamentos perigosos para a área do Beira-Mar. Não parece tão rápido quanto o Capel de Sevilha que cheguei a ver, mas é sem duvida a melhor solução para aquele posto. Uma palavra também para o incansável Rinaudo, recentemente chamado à selecção das Pampas, faz o seu trabalho de forma eficaz e entrega a bola a quem tem de construir o jogo leonino: Matias e Schaars.

As expectativas são muitas para saber como vai reagir o FC Porto sem Falcao (pensando a longo prazo ...), e se este FC Porto vai chegar ao nível da equipa do ano passado, expectativas para saber com que táctica vai jogar Jorge Jesus daqui para a frente, visto que até aqui não conseguiu controlar e dominar dois recém-promovidos, e também, como Domingos Paciência vai resolver a falta de eficácia da finalização leonina, talvez um workshop dado pelo próprio não seria mal pensado.