segunda-feira, 25 de março de 2013

Qual será o futuro de Mourinho? Liverpool sff

O futuro de José Mourinho é outra vez um dos temas preferidos a circular na imprensa. Inglaterra? França? Itália? Queremos todos saber o futuro do treinador.

José Mourinho é um estratega, seja no campo, seja a pensar a sua carreira. Gostava de ter acesso aos convites que recebeu após vencer a Liga dos Campeões com o FC Porto. Um dia espero sabê-lo, pois isso será uma forma de conhecer melhor ainda o seu pensamento. O Chelsea foi um risco, um risco calculado se calhar, pois tinha fundos ilimitados e um bom plantel. A confiança nele próprio é enorme, um dos grandes trunfos, mas ia competir com Manchester United e um Arsenal muito melhor do que hoje. Mas quais foram os outros interessados? Porquê o Chelsea?

FC Porto, Chelsea, Inter e Real Madrid. Foram vinte troféus e muitos adeptos felizes. E muitas polémicas, claro. Chegou agora a altura de escolher o próximo destino. Eu quase que apostava all-in que é impossível mudar-se para França. Também não gosto muito da ideia de se regressar ao local onde se foi feliz. Para mim, Chelsea e Inter não seriam opções mas a paixão pode falar mais alto...

Acho que o regresso a Inglaterra é o mais provável. Os únicos candidatos que vejo são Chelsea e Manchester City. Fundos ilimitados e planteis com uma qualidade surreal... imagino que seja tentador regressar ao Chelsea, pelos adeptos, pelos seus antigos jogadores, pelo passado de vitórias, e agora por jogadores incríveis como Mata, Hazard, Oscar, Ba, entre outros. No City treinar jogadores como Nasri, Silva, Touré, Aguero e Tevez deve ser igualmente sedutor. Em comum têm a torneira dos milhões que não deixa de pingar, a crise não paira por aqui. Sendo um treinador que gosta de fazer história... considero que faz mais sentido o Manchester City. Porquê? Tem apenas três campeonatos (1937, 1968 e 2012), mas julgo que o El Dorado de Mourinho seria a Champions, algo que o Chelsea conquistou recentemente. O confronto com Sir Alex Ferguson na mesma cidade seria também um elemento chave para os fanáticos da Premier League. Há um facto que não pode ser omitido: se Mourinho decidir treinar o City, é como dizer um "não" eterno ao United.

Se antes queria ver Mourinho no Bayern Munique, seria como que uma fusão de dois colossos, hoje escolheria o Liverpool, se o clube lhe desse condições ($$$) para fazer história. E fazer história no clube de Anfield não será muito difícil... "basta" ganhar o campeonato que lhe foge há 23 anos (!). Este é um clube que merece mais, os adeptos merecem mais. Um clube com cinco Champions (77, 78, 81, 84 e 2005) merece muito mais. O hino "you´ll never walk alone" merecia ser a banda sonora também de vitórias importantes. Um clube que tem 18 ligas inglesas merece voltar a voar. Inglaterra merece Mourinho. E o treinador, que já assentou confortavelmente na história do futebol mundial, deveria pensar como eu (que lata han?) e decidir fazer história no Liverpool.

Querem saber o que é o Liverpool para mim?

Sabe quem dá a volta ao resultado mais vezes na Europa? É a equipa de um português











 fonte: www.zerozero.pt

Para se ser um campeão é preciso lutar até ao fim, e, algumas vezes, ter sorte. Estas equipas não se podem considerar bafejadas pela sorte, pois conseguiram virar inúmeras vezes resultados desfavoráveis, algo com o qual a maioria dos seus adeptos já conta.

Deste leque de equipas que encetaram pelo menos quatro reviravoltas nos seus campeonatos, seis delas estão actualmente no primeiro lugar da classificação, sendo que 18 das 31 equipas apresentadas encontram-se nos três primeiros lugares da classificação. Este facto não é uma casualidade, demonstrando apenas que nem sempre tudo corre bem às grandes equipas, e que estas têm de batalhar muito para inverter resultados menos positivos.

Equipas como o Manchester United, o Barcelona e o Benfica são muito apetecíveis para quem é “trader” em casas de apostas. Estes conjuntos dão muita confiança aos seus apostadores, pois quando começam a perder, o dinheiro que se pode receber em caso de vitória compensa largamente o risco.

Claro que também estão aqui presentes equipas que sofrem do mal inverso, como é o caso do Tottenham, que se não fossem os últimos minutos de cada jogo poderia estar a lutar pelo título de campeão, com o Manchester United.
Contudo, a equipa que mais impressiona é o Crvena Zvezda (Estrela Vermelha), da Sérvia. Esta equipa ocupa actualmente o segundo lugar, num campeonato onde o Partizan é rei e senhor. Das suas 12 vitórias, sete foram conseguidas através de reviravoltas no marcador, um facto impressionando. Mesmo assim, o clube assinou esta semana com um novo treinador, o português Ricardo Sá Pinto.

Jorge Garcia

sexta-feira, 22 de março de 2013

Futsal: um ponto de vista

Este pequeno artigo é o primeiro de alguns artigos em que irei procurar explicar um bocado o que é o futsal, segundo o meu ponto de vista e de alguns estudiosos da modalidade.

O jogo de futsal caracteriza-se por um sistema complexo. A subjugação a princípios e fases para alcançar objectivos gerais, organizar as acções de jogo e definir a comunicação, a estabelecer e o seu entendimento. O jogo é composto essencialmente por dois grandes processos: o ofensivo e o defensivo. A relação antagónica entre o ataque e a defesa manifesta-se tanto individual como colectivamente. Sampedro diz que o jogo de futsal é um jogo essencialmente colectivo/estratégico e que obriga a uma elevada capacidade de raciocínio bem como a uma rápida capacidade de execução.

Saliento o colectivo propositadamente. No meu entender, sem colectivo não há qualidade de jogo nem vencedores. No entanto o individual não pode ficar de fora, obviamente. O ideal é quando se consegue colocar o individual em prol do colectivo.

De referir também que uma boa preparação física-técnica-táctica não garante a concretização do objectivo que se pretende atingir. Do mesmo modo se constata que uma boa condução de grupo, um bom controlo das capacidades psicológicas e um clube com uma boa direcção, podem ocultar importantes carências existentes nos treinos.

É por isso fundamental conseguir-se juntar um bom grupo de trabalho em que todos “remem” no mesmo sentido e em que todos não dêem nada menos do que o seu melhor. Só o máximo é suficiente para alcançar o sucesso!

No meu próximo artigo, que sai no fim de semana (alterado para 3.ª feira), irei falar sobre os fundamentos básicos do futsal e a sua importância.

Livros recomendados:

Táctica en alta competición (2002), Javier Lozano
Futebol sala, las acciones del juego (1997),  Javier Sampedro
Problemas da teoria e metodologia nos jogos desportivos (1984), Leo Teodorescu

Ricardo Azevedo (professor e treinador da equipa de futsal feminina Quinta dos Lombos)

Sporting: quem venceu o último debate?

Esta é, definitivamente, uma corrida a dois. Bruno Carvalho e José Couceiro são os únicos candidatos com possibilidades de vencer a corrida à presidência do Sporting. Se sempre foi uma evidência, ontem ficou só mais uma vez bem explicito com a quantidade de vezes que o ecrã ficou dividido entre os dois.

Quem ganhou? Prefiro dizer quem não perdeu. Quem não perdeu foi Bruno Carvalho. Admiro muito Hélder Conduto mas julgo que ontem, pelo menos na fase inicial, não conduziu o debate da melhor maneira, tentou acalentar a coisa... e conseguiu, depois foi complicado segurar.

Primeiro, estavam e estão todos de acordo sobre a falta de legitimidade de Godinho Lopes para contratar, vender ou renovar contratos de jogadores, nomeadamente Wolfswinkel e Rui Patrício.

Depois, perdeu-se demasiado tempo em conversa populista: rendimentos. Por que razão é uma coisa positiva alguém dizer que vai estar no Sporting sem receber? Não entendo. Se não recebe, vai receber noutro lado, seja licitamente, logo não estará 24h disponível para o clube, seja ilicitamente. Normalmente nestas questões populistas o protagonista é Carlos Severino, que se sente fragilizado e sem hipóteses.

Mais tarde, ficámos mais ou menos a saber que ainda há bancos disponíveis para o Sporting e que há investidores igualmente interessados em ajudar ou catapultar o clube para outra dimensão, a correspondente à sua história. Severino fala na disponibilidade de bancos que não são credores actuais, nomeadamente de um banco holandês comprar dívida do clube (se bem entendi, admito que estava muito barulho na tasca onde ouvi). Bruno Carvalho fala em investidores que injectarão qualquer coisa como 15/20 milhões numa primeira fase. José Couceiro fala em "investidores sportinguistas", se é uma mão cheia de nada ou não, veremos.

José Couceiro surpreendeu finalmente com um nome forte no mundo leonino: Pedro Barbosa. Se antes foi um capitão adorado, com uma classe invulgar, hoje é um comentador respeitado e simpático para qualquer adepto de futebol. Severino tem o trunfo Cruyff. Eu que sou fã da escola holandesa, da metodologia (a pirâmide Coerver por exemplo) e do "futebol total" criado por Rinus Michels... fico entusiasmado mas ao mesmo tempo pergunto: 50 mil euros/mês para cinco treinadores das camadas jovens? Dez mil euros por cada? Mas eles têm alguma poção mágica do Asterix? Noutro clube diria que esse trunfo podia ser tentador, bastante até... no Sporting, se há "petróleo", como disse Severino, é na academia.

De seguida, José Couceiro tentou distanciar-se de Bruno Carvalho numa temática: fusão da SPM (Sporting Património e Marketing) e SAD. Couceiro mostrou-se contra a transferência do passivo para o clube, opinião que ganha alguns seguidores entre os adeptos. Bruno Carvalho defendeu-se na tese de que a medida já foi aprovado em Assembleia Geral e de que nada há a discutir. Couceiro tentou saber se Carvalho pretendia transferir 120 milhões de passivo... e nada, não passou dai. Ficou a nota, Couceiro quis distanciar-se, é contra o "lixo tóxico", como dizem na economia, no coração do Sporting.

Depois, alguém rebentou os balões e decidiu fazer-se uma festa. Severino começou a atacar Couceiro de uma forma incrível. "O Izmailov tem o mesmo empresário que tu, que te levou para a Rússia (Lokomotiv). Por isso é que nunca falaste no Izmailov". Mentira, fartei-me de ler artigos que tinham frases de Couceiro sobre o russo. Depois foi o Alverca e a descida de divisão... Depois a passagem de Couceiro no clube em 1998, como director-geral. Foi discutida a contratação e falhanço de Carlos Manuel... Bom, de repente, Couceiro foi o alvo, e Carvalho tranquilo, Severino estava a fazer o trabalho por ele.

Durante o debate, chegou a ouvir-se um "você sabe zero de futebol, você é zero" de José Couceiro para Bruno Carvalho, enquanto a resposta foi "você é incompetente". O tom subiu.

Considero que Couceiro aqui e ali se sentiu nervoso... Carvalho com aquele jeito calmo, pausado (irritante?), consegue manter-se tranquilo sem se precipitar e enervar os outros. Couceiro foi atacado e, mesmo que seguro de si, senti que tremeu um pouco.

Ninguém ganhou o debate, durante algum tempo nem os sportinguistas, mas um candidato não perdeu: Bruno Carvalho.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Jorge Jesus e o Benfica: "bazamos ou ficamos?"

Não sei se foi a sua leveza, o seu à vontade e atitude na FMH outro dia... mas quando pensei num título para adivinhar o futuro de Jorge Jesus lembrei-me logo da música de Mind Da Gap. O treinador está para ficar ou sair do Benfica? Vejamos.

Para quem começou há praticamente 24 anos no Amora, a vida de Jorge Jesus não está nada mal. Aos 58 anos, treina o Benfica e é o 15.º treinador mais bem pago da Europa. Europa! Em Portugal. Da Europa... não é fácil digerir isto quando pensamos na situação de Portugal, um país que sofre um atentado fiscal e um assalto europeu trasvestido. Bom, voltemos ao futebol.

Se há treinadores que merecem o sucesso que têm, Jesus é um deles. Aprecio quem vem de baixo, quem começou num Amora, e que passou por Felgueiras e União da Madeira, e por ai fora... Como Leonardo Jardim, por exemplo, que começou no Camacha aos 27 anos ou Paulo Fonseca, que há quatro, cinco anos estava no 1.º Dezembro, na 3.ª nacional (equivalente à quarta divisão). Não gosto de ver treinadores a começar pelo topo: Jorge Costa, Pedro Emanuel, Villas Boas, Costinha, Nuno Espírito Santo... são muitos e estão na moda.

Gostemos ou não do estilo de Jorge Jesus, trabalhou para chegar onde chegou. E por mérito próprio, tem os adeptos do Benfica a rezarem para que fique. Uma percentagem só fica convencida quando for campeão. Uma minoria ainda não digeriu um episódio que, nem por isso é público, mas que me chegou de uma fonte próxima... Jorge Jesus, após o campeonato soberbo na primeira época, na qual se tornou campeão, foi até à SAD mostrar uma proposta do FC Porto. Segundo me disseram, Rui Costa abriu-lhe a porta e disse adeus... Luís Filipe Vieira, depois de campeonato de sonho, não podia deixar fugir o treinador que voltou a fazer os adeptos sonhar. Bom, a ser mentira, pergunto: por que razão Rui Costa desapareceu? Por que razão é Jorge Jesus o 15.º treinador mais bem pago da Europa? Por que razão Hélder, ex-jogador do Benfica, disse no último "Grande Área" (vejam, minuto 65) "o Benfica não pode estar agarrado a uma política de chantagem, não renovo, tenho o Porto... o Benfica tem de seguir o seu caminho"? Vejam o ar com que o diz, quando sabemos que é, provavelmente, próximo de Rui Costa... 

Conclusão: Jesus tem tudo para fazer uma dobradinha este ano. A Liga Europa fica na prateleira dos sonhos, quem sabe... Mas para mim Jesus não é como Mourinho, que ao ganhar tudo pode sair em grande e terá os colossos europeus atrás dele... quem quererá Jesus? Rubin Kazan? Seja quem for, a comunicação será sempre um problema. Sim, o Jaime Pacheco esteve na China e o Toni a deliciar-nos todas as semanas no Traktor do Irão, mas vocês sabem do que falo. José Mourinho ainda agora, em entrevista à RTP, revelou que domina o "inglês, espanhol, italiano e francês", alemão não, e por isso não se vê a treinar na Alemanha. Acho que o único grande clube que poderá estar interessado no JJ é o FC Porto.

A meu ver Jorge Jesus vai ficar no Benfica. Será cada vez mais unânime caso vença o campeonato, muito mais ainda com a dobradinha. Pode tornar-se o Wenger à portuguesa. Alguém imagina um treinador do Benfica a ficar no clube cinco, seis, sete anos? Eu não, nunca vi. Se o ciclo está a mudar ou não, não sei, mas Jesus sabe perfeitamente que pode assinar o seu nome como o melhor treinador da história do futebol português. Com dois títulos (se ganhar este ano), fica apenas a um de Jesualdo Ferreira e Artur Jorge. Do Benfica nem falo, Jesus foi apenas o terceiro campeão português, depois de Toni e Mário Wilson.

18 portugueses campeões em Portugal (27 títulos):
Jesualdo Ferreira (3), Artur Jorge (3), António Oliveira (2), Cândido de Oliveira (2), J. M. Pedroto (2), José Mourinho (2), Toni (2), Jorge Jesus, Augusto Inácio, Augusto Silva, Fernando Mendes, Fernando Santos, Fernando Vaz, Jaime Pacheco, Juca, Mário Lino, Mário Wilson e Tavares da Silva

Wolfswinkel (80 jogos, 39 golos) no Norwich: é jogador para mais?


Ricky Van Wolfswinkel, uma das poucas jóias do clube de Alvalade vai jogar de amarelo na próxima época, no Norwich de Inglaterra. A proposta inicialmente rejeitada, de 10 milhões de euros, foi agora aceite, o que permitirá ao clube de Alvalade ter os salários em dia.

Muitas pessoas se têm questionado não sobre a venda, mas sobre o clube a quem foi vendido Wolfswinkel. Creio que este pensamento é errado. O Norwich é, actualmente, o 12º classificado de uma das ligas mais fortes do mundo, se não mesmo a mais forte. Wolfswinkel é um avançado que ainda tem margem de evolução é certo, mas o seu nível ainda não é satisfatório para os tubarões, que, supostamente, andavam de olho nele.

Recordemos as palavras de Van der Gaag aquando da aquisição do holandês: “Bojinov é visto como a grande aquisição e isso vai dificultar a Van Wolfswinkel a entrada directa no onze titular. Vai ser difícil no início para ele e dificilmente será titular. Ricky é, principalmente, uma aposta para o futuro. A transição de um clube de segunda linha holandesa para um clube de topo em Portugal é muito difícil”.

Ricky contrariou o treinador holandês, por mérito próprio mas também pelo falhanço inerente às restantes contratações. No Sporting conseguiu uma média respeitável de meio golo por jogo, com 25 marcados na primeira época, e 14 no decorrer desta, num total de 80 jogos. Apesar disto, Wolfswinkel ainda não estaria ao nível de um matador que seria cobiçado pelo Europa inteira, como em tempos o foi Mário Jardel.

Lázio, Manchester United, Chelsea, Tottenham, Liverpool, Newcastle, Sunderland, Norwich, Valência, Zenit e Dínamo de Kiev foram alguns dos interessados no avançado que fizeram notícia em Portugal. Segundo consta, o jogador esteve próximo dos ucranianos do Dínamo de Kiev por um valor superior àquele que foi acordado com o Norwich, e que ainda envolvia o empréstimo de bons jogadores (Marco Rubén e Milevskyi).

Não considero que o holandês fosse capaz, pelo menos para já, de jogar na maior parte dos clubes acima citados. Van Wolfswinkel não é Van Persie, Luis Suárez, ou Emmanuel Adebayor. Se quisesse jogar num campeonato de alto nível, o holandês teria, irremediavelmente, de ir para uma equipa modesta, de meio da tabela.

Quanto à parte financeira da transferência, o Sporting recebe 10 milhões, alegadamente apenas sete a pronto e três por objectivos. Desses 10 milhões apenas 3,5 vão para os cofres do clube de Alvalade, que já tinha alienado 65% do valor do jogador a duas entidades, 50% à empresa Quality Football Ireland III Limited por 2.537.500 euros e 15% ao Sporting Portugal Fund por 975.000 euros. Se tivermos em conta que o jogador foi comprado por 5,075 milhões, e que o Sporting encaixou cerca de sete milhões no total pelo jogador, o lucro foi de apenas dois milhões, o que é manifestamente pouco.

Sabemos que há muitas condicionantes para que um negócio seja satisfatório, e apesar do jogador estar bem cotado, a saúde financeira do clube não lhe permitiu tirar maiores dividendos com a sua venda. Para os restantes donos do passe do jogador este foi um bom negócio, que lhes permitiu dobrar o investimento em apenas alguns meses.


Jorge Garcia

Norwich City. Conheça o novo clube de Wolfswinkel

O Norwich é actualmente o 12.º classificado na Premier League, com sete pontos acima da linha de água. Em 30 jogos, os ingleses têm apenas sete vitórias, 13 empates e dez derrotas.

Quem sabe se Wolfswinkel não arranca para uma boa carreira como dois dos seus antecessores no clube: Chris Sutton (1991/1992) e Peter Crouch (2003/2004).

Este é um clube com 110 anos de vida, criado no Criterion Cafe, em White Lion Street, por Robert Webster e Joseph Cowper Nutchey. O palmarés é tímido, como fazia adivinhar um clube como este: três Championship (72, 86 e 2004 - equivalente à 2.ª divisão), uma League One (2010 - equivalente à 3.ª divisão) e dois troféus da Taça da Liga (62 e 85).

Peter Crouch jogava no plantel da equipa que subiu à Premier League em 2004, onde terá apenas marcado quatro golos, segundo o Soccerway. Já na última vitória na Taça da Liga, frente ao Sunderland, o clube dos canários venceu com um golo na própria baliza. Na defesa estava o actual treinador do Hull City, Steve Bruce

Actualmente o Norwich City é treinado por Christopher Hugton, um treinador irlandês de 54 anos, que já passou pelo Birmingham e Newcastle. No Tottenham e ao serviço da selecção do seu país foi treinador adjunto. O melhor marcador da equipa é Grant Holt, de 31 anos, com apenas cinco golos.